sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ser o quê
Sendo unos, somos muitos.
Papéis tantos, tantas atas
Temos nós !...
Sendo fios somos corda.
Unidos, somos força.
Soltos, finos,
Só fios,
Fios sós.


Bommmmmm dia !


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Efetivação
Desponta sentimento,
Germina pensamento,
Irrompe sensação.
Brota sentir,
Desabrocha palavra,
Aflora idéia...
Ancora ação.

A vida, assim, se efetiva.
Ou leva,
Ou passa
Só...

Ansiada,
Imaginada,
Atravessada...
Percorrida
Apagada,
Pouco plena,
Pobre  
De riscos...
E de soma.
De crescer,
De evolução.


Bommmm dia !


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Acena 
Aberta a porta,
Aperta o peito
E aporta,
Pungente,
A perda. 

Há braços
E abraços  
Acenando adeus.







terça-feira, 1 de maio de 2012


Idade do amor

Paixão adolesce.
Amar vigora, 
Vivifica,
Adoça,
Rejuvenesce.

Quem ama vive
Química, física... biologia,
E a matemática doma, amansa,
Reinventa, 
Restabelece.

Não se sujeita ao tempo,
Submete a julgamentos
Obedece convenções,
Segue cronologias.

Tem a idade
Dos compassos
Do coração,
Sua energia.


Bommmmm dia !


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ahhh, chuva !...
Ah, a chuva, que bem vinda ! Sua visita fora anunciada, contudo sua chegada suplanta, sempre, em sensações, a expectativa. Seus passos são ouvidos a caminho, mansos, ainda à distância, como o tilintar de saltos finos em superfície lisa. Crescem em intensidade à medida que se aproxima, mudando timbres, alterando o som, num crescente de vigor... até que toca paredes, portas. Bate para entrar ? Ou apenas exibir-se, mostrar-se ali, presente em seu vestido longo, prateado, transparente, que insinua e deixa ver, despertando exclamações... e arrepios ?! Tolida, mantida lá fora, impedida de entrar, contenta-se com o canto, em cantar... tocando janelas, esboçando partituras, desenhando em vidros suas notas. Ah, quantas as melodias !... Todas hipnóticas, conduzindo ao relaxamento, ao sono... ou à meditação, ao passeio interior. Suscitando outros olhares, naturalmente plantando outras buscas, levam o ser geralmente a seu âmago, mais para dentro de si. Mesmo a vigília é outra. Olhos abertos tendem a mirar mais longe e o olhar perde-se, vago, distante, às vezes enevoado... até encontrar quem o dirige, em viagens que vão de pensamentos, lembranças a insights, emoções.
Após uma noite inteira de encanto, a alvorada, serena, é silente, quase solene. A chuva acomoda-se um pouco. Assenta em poças, às calçadas. Mostra-se, sim, mas em reflexos, imagens relativamente fixas do que fora pleno movimento. Cede em dança permitindo ao dia descortinar-se em manhã branca, esfumaçada, fresca, climatizada de mistério... convidando à quietude, contemplação, investigação. Ah, é quando pode surgir, aportar, aquele detetive particular inconsciente, que divagando, põe-se a escavar o que se passa, o que se sente !...
A chuva, que vem visitar sem convite, traz ainda seus presentes !...
Será ela acolhida, apreciada, degustada ?
Aqui será brindada... com literatura, reflexões, abraços, passeios... além, claro, de um chá quente !


Bommmm dia !


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dor de crescimento
Sentimo-nos, às vezes, tolos,
Sem rédeas de sentimentos.
Passageiros...
De situações e de nós mesmos,
Sem o governo desejado da emoção.


Sentenciamo-nos, às vezes, idiotas,
Sem domínio,
Receosos de julgamento,
Temerosos de derrotas.


Crescer dói.


O tempo trata.


Bommmmm dia !